"NAO ESTOU DE ACORDO COM O QUE DIZES, MAS

DEFENDEREI ATÉ A MORTE TEU DIREITO DE DIZÊ-LO!"

EVELYN B. HALL (atribuida a Voltaire).



martes, 13 de mayo de 2014

A festa vai ser grande!


Todo o mundo vai festejar.
Há muito almejada, chegou agora a vez e a hora.
Todos gritam, pulam e dançam. Cantam irresistivelmente e os gritos fazem-se ouvir muito longe: chegou a vez da mudança, esta hora que há muito desejávamos. Desta vez não deu para protelar: que grande festa! O povo decidiu e, finalmente, fez-se ouvir e sua decisão foi respeitada _ oi, que grande respeito.
Deixem o povo cantar: canta povo; deixem o povo gritar: grita povo; deixem o povo pular: pula povo.
Esta é a tua decisão: festeja-a! E que grande festa esta do meu povo! Rompeu a surdez dos surdos muito surdos e gritou valorosamente_ que maravilhoso povo! Povo, canta; povo dança; povo grita; esta hora fez-se presente a ti para que seja um presente celebrado. Viva povo que decide!
Eles já se foram. Quer queiram quer não chegou a hora de se irem. Agora é a tua vez: sê responsável.

Ah, que alegria ver um povo assim!

viernes, 21 de marzo de 2014

Brasil, pensei que serias diferente!


Com teus discursos críticos contra “Homens de ‘cor branca e olhos azuis” que impõem uma crise e exigem que sejam os pobres, que nada têm a ver com ela, quem a pague; com a tua aversão ao belicismo das antigas potencias e ao saque que elas fazem as outras nações; com as promessas de que o BRICS era coisa completamente diferente do G8;… parece-me agora que tudo isso não passava de discurso “politico” para te puderes posicionar a boas alturas e exercer um poder tão tirânico como o das nações poderosas.
Tens a coragem de, através de tuas empresas, aceitar da Terra dos pobres incentivos fiscais que empobrecem os pobres de onde tu te enriqueces com suas riquezas. _ A “Pérola do Indico” bem conhece essa realidade.
Tens a ousadia de alimentar conflitos em terras onde os pobres exigem paridade e equilíbrio, distribuição harmoniosa do bem comum, prestação de contas ao contribuinte. Tu envias blindados, prometes super tucanos a uma elite minoritária que vive opulentamente a custa do suor de tanto suar de uma massa pobre que já não pode mais suar.
Brasil, Brasil como tens muitos cidadãos espalhados pelos quatro ventos, gozando de muita simpatia! Mas parece que para ti isso não mais conta e já queres enriquecer ao preço que seja.
Brasil, os filhos da “Pátria Amada” não são carne para o canhão. As suas terras e as riquezas do seu subsolo lhes pertencem. Se os quisesses ajudar usarias meios persuasivos para a resolução dos seus conflitos. Não optarias por uma pacificação por meio de armas.
Brasil, como te vai custar caro a segurança dos teus emigrantes e a segurança dos teus interesses quando o povo se auto determinar e exercer o seu ‘direito de defesa contra todo o tipo de dominação’!

Brasil, Brasil, … “Quem avisa, amigo é”.

miércoles, 5 de marzo de 2014

GUEBUZA, MUGABE E ZUMA, Coligação perfeita

Num passado não muito remoto, o senhor Eduardo Namburete, ex-deputado na Assembleia da Republica pela RENAMO-EU, disse que estava a formar-se uma coligação perigosa regional (na SADC) mencionando estes nomes, incluído o de Eduardo dos Santos. Tinha-o feito em atenção a sua orientação pró-maoismo e não me parecia tão perigosa como agora, pois embora fosse um clube de amigos de longa data nunca tinha pensado que chegaria a contornos como os actuais em que se juntam para caçar perdizes numa das reservas de biodiversidade de renome, a saber, a serra da Gorongosa.
Quando soube das notícias do dia quatro de Março de que homens armados sul-africanos e zimbabueanos se tinham juntado aos moçambicanos dirigindo-se aquela serra, recordei-me daquela advertência e então soube que, de facto, a caça seria grossa, nada mais que “trinta e oito obuses de arma de destruição em massa”, como veio a dizer, na tarde da quarta-feira, 05 de Março, o porta-voz do líder da RENAMO.
Arma de destruição em massa, claro, para acabar com elas o mais rápido possível. Para isso faz-se necessário unirem-se os zulus e os nguni para “em pais onde não há guerra”, como tem reiterado o governo, trazer material bélico de grande calibre, ensaia-lo nas selvas dos machopes, onde se aloja o grande reino animal. Talvez para assustar o mwene-Mutapa e reconstruir o Grande Zimbabwe.
Senhor Guebuza
Você não tem vergonha!?
O senhor estava em Roma a negociar sobre o cessar-fogo, liderando a sua delegação.
Sabe o que foi acordado.
Está bem informado do que não está integralmente cumprido.
Deveria ser um bom conciliador para deixar não só um bom nome seu na velhice, como também do partido no poder, do qual talvez venha a ser o ultimo a dirigir o pais na fileira dos “libertadores”.
O senhor escolheu o contrário. Isso só se pode entender como descreveu alguém: andar a contra-mão.
Um senhor famoso, de quem me fartei de ouvir falar, em noventa e nove, numa viagem Europa-Mocambique em  que muitos falavam de si, e eu ainda o ignorava e me surpreendiam. Seu nome era famoso e de boa fama.
Como “decide” acabar assim rancoroso, mentiroso, sem palavra, … e odiando um compatriota seu e dando ordens militares para o eliminar e buscando reforços militares fora do pais onde o senhor diz que ‘não há guerra’ e não se importa do sangue de seus comprtriotas e do luto e permite que em Murrupula, onde dizem que o senhor nasceu a policia faça de seu campo de extermínio, uma policia que está sob suas ordens!?

Imagine-se só: um pomposo líder, com medalhas de solidariedade e amizade entre povos, glorioso, visionário, auto-estimado, milionário, esquecendo-se de um povo maravilhoso para acabar perdigueiro. O, meu Deus! Como andam as coisas deste mundo! Quanta loucura!

martes, 25 de febrero de 2014

Cenários 2014


Ucrânia, Tailândia, Moçambique e Venezuela _ Quatro dedos da mesma mão;
Ocidente _ com os pés agita e com as mãos acalma;
Nações Unidas _ ainda por unir;
China e Rússia _ duas pedras no sapato;
Vaticano _ esforços pela Paz sequestrados por gaivotas e corvos;
Irão e Israel _ !?!;
Estados Unidos _ mudanças climáticas roçaram o ninho e a águia despertou;
Primavera Árabe _ ainda por florescer;
Cenas apocalípticas _ agua e neve para hemisfério norte mais a norte, “bombings” para os ismaelitas, “flamings”não só para Austrália (perguntem aos iberos), fumaça para China;

Segurança pública _ policias leais aos governos viram inimigos das massas;

jueves, 30 de enero de 2014

A paz que está por vir.

Tudo tem que ser feito para que a Paz que vier de regresso seja paz não só do calar das armas, sim edificada sobre o alicerce do reconhecimento da dignidade humana de todos e respeito pelos seus direitos.
Vivemos duas décadas de Paz à custa de muito sacrifício de uns e uso abusivo da cidadania de outros.
O espezinhamento e tendência de aniquilamento da oposição por parte do governo, o não respeito a vontade do povo expressa nas urnas, a repressão violenta das manifestações, o acesso ao emprego mediante uso de cartão de membro de partido no poder, a diabolização de quem critica a ma governacao, a dogmatização das ideias da bancada maioritária na Casa do Povo, a institucionalização da chantagem e da mentira, o uso de retórica lesiva (chamar-se de garante da paz com arma apontada ao outro; usar forças de defesa para acurralar ao outro e sair ao publico dizendo que o esta protegendo; dizer que se prima pela paz dando ordens de ataque;…), a não prestação de contas ao contribuinte (que está sendo assediado quanto as obrigações ao fisco) e muitas outras coisas que se sabem que não garantem a boa convivência, mas são usadas pura e simplesmente porque são mais-valia para os seus interessados devem, de uma vez por todas, serem retiradas da nossa convivência.
Não encham mais as urnas que isso concorre para a divisão do pais e, já que os governantes são sempre dali, os daqui estão pensando e dizendo que aqueles viciam os resultados dos votos para permanecerem no poder, dai que a melhor solução é separar-se deles.
Não voltem a negar a recontagem dos votos quando os resultados não ficarem claros, pois fazem perceber que já viciaram o processo e têm medo de serem apanhados.
Não validem resultados contestados antes de fazer novo apuramento, com muita seriedade, porque fazem perceber de que não são isentos e, desculpe, não brinquem com o Povo: Que é esse termo de “Eleições Livres, Justas e Transparentes” se não há nem um mínimo de respeito por esses qualificativos. Pesa sobre os órgãos eleitorais a crescente pouca afluência à votação porque as pessoas não estão querendo deixar-se enganar.
Deixem de usar a Policia, ou pelo menos os polícias, para influenciar nos resultados dos votos.
Os membros e simpatizantes dos outros partidos não são inimigos, sim cidadãos com pontos de vista diferentes _ e a isso tem direito. Matar ou mandar matar não é resolução do problema é apenas uma incubação dele.
Pensam e dizem que a vitoria da oposição, seja ela qual for, é um perigo para futuro da nação. Que nação? A de todos nós ou alguma outra.
O que ficou rubricado como acordo deve implementar-se na íntegra e nada de apetrechar-se no refugio de constitucionalidade ou legalidade porque as leis são feitas pelos humanos, e, desgraçadamente, alguns tudo fazem: inclusive matar concidadãos para que tenham um bom espaço no lugar onde se fazem as leis para assim poderem fazer as leis que os beneficiem.

Basta!

miércoles, 29 de enero de 2014

A crise

Em muitas das vezes, a crise tem sido uma oportunidade de crescimento. Quando bem superada, abrem-se mil possibilidades de voltar a superar, segundo o dito “Quem faz um, faz mil”. Importa recordar a componente didáctica da crise: não há processo de maturação que não passe etapas críticas.
Admirei-me sempre de alguém, adulto de meio século de longevidade que passa tempo a rir-se de outros em suas crises, ainda que pequenas e a publicita-las a jeito de quem diz: “olhem para ele/a está em crise”. Parecia-me que aquele sujeito nunca tinha passado por ela. Até inventou crises que não existiam _ e uma delas foi em 2011 quando um Secretario Geral do MDM se afastou do cargo. Quanta publicidade, quanta propaganda e quanta especulação!

E agora, com cinquenta anos de idade, a FRELIMO está em crise? (Sê compassivo e não descubras a nudez do teu semelhante!)

jueves, 23 de enero de 2014

E O POVO?

Visitei vários municípios das províncias de Niassa, Zambézia e Nampula em plena época eleitoral. De Metangula, onde estive já para o encerramento da campanha eleitoral, pareceu-me não haver suficiente oposição defronte do partido que vinha governando, a FRELIMO: o MDM estava com fraca representação e pouca capacidade de propaganda, alias a RENAMO é o partido na oposição que mais visível se faz, mas não esteve no campo de jogo. Em Lichinga visitei alguns postos de votação: muita fraca afluência é o que vi. Um dia antes do inicio dos votos, no mercado central, parecia ser a RENAMO quem ali manda: discurso gravado de Afonso Dlakama era o que recreava as pessoas. E de facto, muita aceitação tem ali aquele partido _ o que pareceu ter-me confirmado a afluência às urnas. Muito cedo, dia 20 de Novembro visitei Mandimba: Alguem ia perguntando " Voces deixaram ganhar a FRELIMO?"  E a resposta era repetitiva "Quem seria mais!" Escalei Cuamba, no dia 20 de Novembro: o ar estava sombrio; o meu esforço por apurar alguma previsão do resultado fez-se baldado porque as pessoas não eram abertas. Afastado 60 kms da cidade, por telefonemas, as pessoas se expressavam melhor e era frequente ouvir “ como sempre” _ quem entende entenda. Na manha seguinte as pessoas já confessavam a sua insatisfação com o processo de contagem. Prossegui. Milange nem foi necessário entrar pela vila para ouvir: ainda de longe ressoavam os ecos de protesto: a contagem estava viciada, segundo dizeres. Depois de passar por este distrito fui pernoitar em Gurue: estava ainda a entrar e vi patrulhas da FIR, em veículos, pela cidade. As pessoas estavam com medo. Contaram de como eles haviam usado de grande influência na contagem  dos votos e até recebi relatos de mortes, mas quando quis inteirar-me de quem e aonde as pessoas não queriam expor-se. Ali pernoitei e as patrulhas da FIR continuaram. Na manha do dia 23 passei por Alto Molocue: aqui não deu para apurar muita coisa: apenas parei e se fizeram presentes os agentes da Policia Camarária, um após outro, de tal modo que evitei expor-me. Nem sequer consegui ler os rostos. Fiz algumas compras e prossegui. Curiosamente, à saída, um dos agentes da citada polícia saudou-me calorosamente, depois que havia ficado muito tempo antes a meu lado sem dizer palavra. Cheguei a Nampula: não e para comentários.
E o povo que votou, e o povo que comenta, e o povo que reclama, e o povo que é usado, e o povo que paga os impostos, e o povo que é o verdadeiro dono da terra!? Lá está: sofrido.