"NAO ESTOU DE ACORDO COM O QUE DIZES, MAS
DEFENDEREI ATÉ A MORTE TEU DIREITO DE DIZÊ-LO!"
EVELYN B. HALL (atribuida a Voltaire).
DEFENDEREI ATÉ A MORTE TEU DIREITO DE DIZÊ-LO!"
EVELYN B. HALL (atribuida a Voltaire).
lunes, 27 de julio de 2015
Mais uma vez, "a FRELIMO e' que fez"!
Ai vem a Desobediencia Fiscal. Ja' esta' sendo justificada pelo escandalo da EMATUM: os seus mentores dizem que vao deixar de pagar os impostos enquanto nao se esclarecer o caso.
lunes, 1 de junio de 2015
Por detras do PROSAVANA
Era ainda de manha quando o homem pediu licença, já la’ no quintal.
Apenas tínhamos acabado de nos saudar e metemo-nos em rol de conversas que pareciam ordinárias. Mas não tardou a ir para o assunto de seu interesse: “O PROSAVANA esta’ chegando e convido-lhe a fazer parte”.
Não me apercebi, ao princípio, para onde me estava levando e de imediato lhe disse que essa coisa estava sendo contestada por falta de transparência na sua apresentação. E foi mesmo aqui que chegamos ao verdadeiro teor da conversa: as Revelações de viva voz de quem esta’ la’ metido.
O homem começou por tentar-me convencer que deixasse acontecer (como se eu constituísse algum impedimento) e que isso traria grandes proveitos.
Quando insisti que faltava clareza, então ele começou a emocionar-se e disse: “Entendam que o PROSAVANA como tal pode não acontecer, mas a ideia esta’ la’: essa e’ uma maneira de tirar dinheiro aos brasileiros e esse dinheiro tem que vir!”
Questiuonei-lhe sobre o verdadeiro ganho dos camponeses abrangidos. Ele contornou a pergunta e voltou a insistir que o que queria e’ que as coisas começassem a acontecer. Depois disse:”Eu estou la dentro, metido, e quero que esse dinheiro venha. E, para tu saberes, ‘esse ideia há-de se implementar. Não e’ por acaso que na Direção Provincial de Agricultura de Nampula esta’ posto o (usou um apelido que não recordo) como director e o Zucula na área de implantação do PROSAVANA. Esta dupla, de Inhambane, sabe sugar dinheiro. O Zucula tem perícia nisso”
_ Zucula, por acaso, o nosso antigo homem do INGC? _ Perguntei.
Que’ disso? Outro Zucula. Eles são muitos, mas este de que lhe falo e’ alguém que lhe garanto que sabe tirar dinheiro, e nós queremos esse dinheiro. Já lhe disse que faco parte. E’ pena que grande parte do bolo ira’, com certeza com os manhambanes, mas, que fazer, deixe acontecer. _ Respondeu-me.
_ Eu temo que aconteça com os camponeses afetados como aconteceu com os oleiros de Tete: desalojados, mal assentados e ignorados. _ Disse-lhe
_ Essa vossa ignorância! Tinha razão o saudoso presidente cessante quando dizia que a pobreza dos moçambicanos era de mente. E’ preciso estudar. Então hão de saber que o dinheiro não vem, tem que ser tirado de algum lugar. E nós queremos tirar esse dinheiro dos brasileiros. Eles sabem de onde o irão buscar: do FMI, do Banco Mundial e/ou de outras instituições financeiras.
Eu: _ Quer me dizer que os que contestam ao PROSAVANA são analfabetos?
Ele: _ Ainda que isso não sejam, ignorantes não deixam de ser. Se não sabem que o dinheiro tem que ser trazido que mais pensam que sabem. Eu já disse: “quero o dinheiro do PROSAVANA. Estou la dentro”.
Nunca tinha pensado que aquele aparente amigo, que se gaba de antigo combatente e alta individualidade na guarnição presidencial, que muito gozara de meus prestamos (prestamos de um pacato cidadão) pudesse tratar-me de jeito tao desprezível. E’ claro, eles ufanam-se de uma vitória arrancada. E eu, tal como o meu povo, já deixamos de ser gente: se não conseguimos reivindicar o que ganháramos honestamente que outra saída temos?
Apenas tínhamos acabado de nos saudar e metemo-nos em rol de conversas que pareciam ordinárias. Mas não tardou a ir para o assunto de seu interesse: “O PROSAVANA esta’ chegando e convido-lhe a fazer parte”.
Não me apercebi, ao princípio, para onde me estava levando e de imediato lhe disse que essa coisa estava sendo contestada por falta de transparência na sua apresentação. E foi mesmo aqui que chegamos ao verdadeiro teor da conversa: as Revelações de viva voz de quem esta’ la’ metido.
O homem começou por tentar-me convencer que deixasse acontecer (como se eu constituísse algum impedimento) e que isso traria grandes proveitos.
Quando insisti que faltava clareza, então ele começou a emocionar-se e disse: “Entendam que o PROSAVANA como tal pode não acontecer, mas a ideia esta’ la’: essa e’ uma maneira de tirar dinheiro aos brasileiros e esse dinheiro tem que vir!”
Questiuonei-lhe sobre o verdadeiro ganho dos camponeses abrangidos. Ele contornou a pergunta e voltou a insistir que o que queria e’ que as coisas começassem a acontecer. Depois disse:”Eu estou la dentro, metido, e quero que esse dinheiro venha. E, para tu saberes, ‘esse ideia há-de se implementar. Não e’ por acaso que na Direção Provincial de Agricultura de Nampula esta’ posto o (usou um apelido que não recordo) como director e o Zucula na área de implantação do PROSAVANA. Esta dupla, de Inhambane, sabe sugar dinheiro. O Zucula tem perícia nisso”
_ Zucula, por acaso, o nosso antigo homem do INGC? _ Perguntei.
Que’ disso? Outro Zucula. Eles são muitos, mas este de que lhe falo e’ alguém que lhe garanto que sabe tirar dinheiro, e nós queremos esse dinheiro. Já lhe disse que faco parte. E’ pena que grande parte do bolo ira’, com certeza com os manhambanes, mas, que fazer, deixe acontecer. _ Respondeu-me.
_ Eu temo que aconteça com os camponeses afetados como aconteceu com os oleiros de Tete: desalojados, mal assentados e ignorados. _ Disse-lhe
_ Essa vossa ignorância! Tinha razão o saudoso presidente cessante quando dizia que a pobreza dos moçambicanos era de mente. E’ preciso estudar. Então hão de saber que o dinheiro não vem, tem que ser tirado de algum lugar. E nós queremos tirar esse dinheiro dos brasileiros. Eles sabem de onde o irão buscar: do FMI, do Banco Mundial e/ou de outras instituições financeiras.
Eu: _ Quer me dizer que os que contestam ao PROSAVANA são analfabetos?
Ele: _ Ainda que isso não sejam, ignorantes não deixam de ser. Se não sabem que o dinheiro tem que ser trazido que mais pensam que sabem. Eu já disse: “quero o dinheiro do PROSAVANA. Estou la dentro”.
Nunca tinha pensado que aquele aparente amigo, que se gaba de antigo combatente e alta individualidade na guarnição presidencial, que muito gozara de meus prestamos (prestamos de um pacato cidadão) pudesse tratar-me de jeito tao desprezível. E’ claro, eles ufanam-se de uma vitória arrancada. E eu, tal como o meu povo, já deixamos de ser gente: se não conseguimos reivindicar o que ganháramos honestamente que outra saída temos?
viernes, 15 de mayo de 2015
Pacifismos infantis
Não são poucas as vezes que me
deparo com pronunciamentos do tipo: “Em nome da Paz, deixa as coisas como estão”.
Mas como estão as coisas não garantem
a sustentabilidade da Paz.
Estamos justificando um grande
crime em nome da Paz.
A paz não e’ apenas o calar das
armas. A Paz exige um compromisso sério com a verdade, a justiça social e o equilíbrio
fraterno.
Do jeito que se esta’ tentando
justificar a situação não e’ diferente de obrigar uma mulher a permanecer num
lar onde sofre maus tratos só para assegurar algum ganho económico _ a pessoa e’
mais que o dinheiro.
O que essas pessoas estão fazendo
e’ aumentar a instabilidade e a violência pondo assim em perigo a mesma paz que
dizem querer manter aconselhando uns a ser subjugados por outros e instando multidões
a acocorar-se diante da agenda obscura de um punhado.
Se queremos a Paz devemos seguir
pelo caminho da Paz!
domingo, 10 de mayo de 2015
lunes, 20 de abril de 2015
Dizem que
Dizem que Moçambique e’ “Livre e Independente,
E quem diz são aqueles que coartam as liberdades básicas de um ser humano;
Dizem que Moçambique e’ uno e indivisível,
E quem diz são aqueles que descriminam uma parte dos moçambicanos;
Dizem que são o ‘Garante da Paz’,
E quem diz são aqueles que importam armas de guerra e metem-se nas matas, …
Dizem que RENAMO destruiu a economia nacional no pós independência,
E quem diz são aqueles que deportaram os fazedores da economia nacional;
Dizem que as forças militares e policiais em Satungira e Maringue são para
proteger o lider da RENAMO’
E quem diz seu aqueles que ordenaram a sua captura e/ou morte
Dizem que mataram a Urias Simango porque insistia na propriedade privada,
E quem diz são aqueles que tem o país como propriedade pessoal;
Dizem que estamos em Paz,
E quem diz são aqueles que mobilizam equipamento e hostes para a guerra;
Dizem que Filipe Nyusi e FRELIMO ganharam as eleições,
E quem diz são aqueles que desviaram os editais do processo eleitoral;
Dizem que quem matou a Gilles Cistack foram dois cidadãos de cor branca,
E quem diz são aqueles que mostraram três cidadãos negros;
Dizem que Afonso Dlakama está importando ideias do Ocidente,
E quem diz são aqueles que trazem frota da EMATUM da Europa do poente;
Dizem que somos iguais perante a Lei,
E quem diz são aqueles que arrestam a prisão seus pares na imunidade,
Dizem que Muchanga ofendeu,
E quem diz são aqueles que atiraram
primeiro;
Dizem, dizem, dizem que…
E vós pensais que eles mentem.
Mentir e’ ser disfarçado, mas eles não o são. Eles são congruentes. É assim
mesmo que eles são: está la toda a sua originalidade. Não e’ que estejam
desvirtuados, são como são e assim dizem o que dizem.
Claro que eles se sentem ofendidos quando vós designais por ‘mentira’ a
maneira deles de ser.
SE VÓS ESPERARDES QUE ELES MUDEM PARA IMPLEMENTARDES VOSSOS SONHOS, ENTAO
DIGAM ADEUS A ESSES SONHOS PORQUE NUNCA UM PAU SECO SE TORNA ARVORE FRONDOSA.
miércoles, 15 de abril de 2015
Filipe Nyusi em falsete.
Falsete e’ um
termo que se usa na linguagem musical. Vem da palavra “falso”. Embora parece um
diminutivo e’ um falso real. Usa-se quando as vozes masculinas graves tentam
imitar as (vozes) de mulheres ou de crianças. (você já imaginou?!)
Ainda não deu três
passos e já se arrependeu da sua primeira glória, a saber, o dialogo com o
líder da RENAMO.
Numa entrevista
aos jornalistas em Gaza, Filipe Nyusi disse: "O povo acha que foi bom termos falado [nos encontros entre o chefe
de Estado e o líder da Renamo], mas, para mim, não foi bom porque não chegámos a conclusões para ultrapassar este
assunto".
O povo acha que foi bom, mas para mim não foi bom. Esta’, aqui claro que há
duas percepções adversas: Povo e Filipe Nyusi. Pelo que transparece há dois
polos e o primeiro deve receber a carga do segundo, neste caso, o universo ao
elemento.
Na mesma entrevista Filipe Nyusi continua: "Nós estamos a fazer tudo
para encontrar soluções para este problema, mas estas soluções não podem violar
a Constituição. Eu jurei defender a Constituição da República".
Apreciações:
1ª - Usando postura contundente: _ se Filipe Nyusi jurou defender a Constituição,
então reponha a verdade constitucional sobre a sua ascendência a presidência e
diga: ‘em nenhum momento a constituição permite que se validem resultados
eleitorais sem os editais dos votos, sendo assim eu não sou presidente eleito’.
e decida entre abdicar do cargo ou convocar eleições antecipadas _ coisa esta
também de que não teria legitimidade, se atermo-nos ao seu legalismo.
2ª - Conta-factos: Filipe Nyusi que jurou defender a Constituição comanda
ataque as hostes da RENAMO em Guija. Um acto anticonstitucional grave.
3ª - Pré-leitura: Nyusi adianta que “não foi bom por não se ter chegado a
conclusões”, conclusões essas que “não violem a Constituição”. O que leva a ele
dar seu veredito “ não foi bom” se nenhuma conclusão foi dada e o processo esta’
ainda em curso (e esta’ sendo atrasado pela Bancada do seu partido no
Parlamento)?
Pode parecer que Filipe Nyusi tentou enganar a Afonso Dlakama. Visto que
este ultimo já estava a portas de concretizar suas promessas, ele procurou
diverti-lo para retardar enquanto se preparava. Se assim fosse, já teria
conseguido e bem, pois ‘Dlakama engoliu a isca’ e o tempo dilatou por tempo
indefinido. A ser este o espirito de Nyusi, poder-se-ia deduzir, com poucas
margens de erro, de que teria preparado a jogada com seu partido e teriam
acordado em remeter Dlakama e sua proposta ao Parlamento de onde seria chumbada
por inconstitucionalidade e deixar DLAKAMA, RENAMO e o POVO arrasados debaixo
da Constituição, enquanto ele e seu partido passeiam a sua classe por cima da
mesma. _ Aqui se poderia enquadrar a morte do visionário Gilles Cistake, que
estava trazendo luz para se visualizar o enquadramento do pedido de Afonso
Dlakama na Lei mãe.
De facto Nyusi foi calculista e sorrateiro. Ao princípio, tudo foi feito
com aprumo humano: o homem que jurou respeitar a constituição saiu sem casaco
nem gravata a procura de seu colega e sentou e conversou com ele em ambiente
familiar para tratar assuntos da nação. Depois de haver consigo figurar como
interessado pelo povo e angariado muitos elogios, partiu para a sua segunda
façanha: arrancar o poder ao seu tutor e artista de sua estatura politica, o
senhor que entrou patrão e saiu pato-rã-reu. Vencida esta batalha voltou a
fazer um ensaio bélico com as perdizes: escamoteou os observadores atentos e
deu o cargo de observação aos seus tios do Zimbabwe e, não havendo quem pudesse
observar, abriu fogo contra seu adversário. Só que: a perdiz não e’ dorminhoca.
Foi depois de uma derrota militar e de afirmação de Afonso Dlakama de que com
ou sem aprovação do Parlamento a proposta se iria implementar, _ depois de
perceber que a sua ginástica poderia não ser confortável -, que cai na conta de
que “não foi bom ter-se encontrado com o Líder da RENAMO”, que não se deixa nem
enganar nem vencer.
A mim já me faz perceber que Filipe Nyusi não tem voz própria e canta como
voz emprestada. Alias Nyusi e’ continuador de Guebuza e seus antecessores, o
construtor do quinto piso desse edifício em que nos puseram a morar desde 1975.
Se não fossem considerações de marco ôntico eu intitularia “FILIPE NYUSI FALSETA”
e não Filipe nyusi em falsete. Nesse caso estaria dizendo que Filipe Nyusi e’
falso e desleal, mas não tenho autoridade de classifica-lo assim.
P.S. Vejo um Filipe Nyusi em pé e aprumado, com os braços erguidos
segurando um livro, “A Constituicao”, o pais a arder, as pessoas a morrerem,
com uma violência brutal e a economia a desmoronar-se. Ele imóvel, defendendo a
Constituição que jurou respeitar.
viernes, 3 de abril de 2015
RENAMO, um arrimo insustentável?!
Arrimo significa
“apoio, amparo, suporte, proteção, auxilio”.
E isso foi o que
a população moçambicana, sobretudo os povos do centro e norte do país
esperavam da RENAMO e de Afonso Dlakama sobretudo depois do desarbitrio de
Satungira.
O partido, e
sobretudo o seu líder, ficou sendo a esperança que alentava o povo na sua luta
quotidiana para a recuperação da dignidade humana e de cidadania que lhe foi
sendo usurpada pelo partido FRELIMO no poder.
Dlakama chegou de
dizer, várias vezes e durante o acordo de cessação das hostilidades, que
defendia os interesses do povo e combatia as assimetrias económicas regionais,
_ e disse que nesse aspeto era válido o acordo.
O povo encontrou
um suporte fiável e um homem forte diante de uma FRELIMO bárbara, assassina,
usurpa-terras, priva-direitos, segregadora, monopolizadora do Estado, … e até
irracional.
Apoiou-o durante
a tentativa de assassinato movida por Armando Emílio Guebuza e seus capangas.
Acolheu-o euforicamente quando saia vitorioso das matas; depositou nele seu
voto nas urnas a 15 de Outubro. Exige que o governe após a evidente fraude
eleitoral.
E isto tudo que
bem abona ao líder também produz efeito em seu partido, mesmo sabendo-se que
seus deputados, às vezes se prostituem com seus colegas de assento
votando em benesses que aumentam o fosso entre as elites e as massas. Aliás, a
confiança está depositada mais no braço armado que nos
parlamentares.
A constante
protelação da tomada de posse do candidato eleito acompanhada de seus discursos
“apaziguador-promissores” já começam a desgastar a “sua gente” e as posições
tomadas são diversas: os mais débeis prometem um desesperado adeus ao líder e
ao seu partido; os que podem usam de críticas abertas; os combatentes se
manifestam impacientes e estão dispostos a soluções do tipo “morra Sansão com
toda gente”; muitos jovens estão esperando por alguma oportunidade de novo
enfrentamento militar para combater contra a FRELIMO.
Se Dlakama e seu
partido não conseguirem sustentar a expectativa, diviso, _queira Deus que eu me
engane_ um porvir acre para a pérola do indico. E esse futuro resulta da
conjugação da intolerância da FRELIMO e da inoperância da RENAMO.
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