"NAO ESTOU DE ACORDO COM O QUE DIZES, MAS
DEFENDEREI ATÉ A MORTE TEU DIREITO DE DIZÊ-LO!"
EVELYN B. HALL (atribuida a Voltaire).
DEFENDEREI ATÉ A MORTE TEU DIREITO DE DIZÊ-LO!"
EVELYN B. HALL (atribuida a Voltaire).
jueves, 15 de agosto de 2013
domingo, 7 de julio de 2013
jueves, 4 de julio de 2013
RETIREM DE SATUNGIRA ESSES HOMENS...
Retirem de Satungira esses homens armados da FIR e das FADM e deixem Afonso Dlakama deslocar-se a Maputo para encontrar-se com o Presidente da Republica e conversarem sobre a Paz em Moçambique.
Retirem -nos já ou entao va o Senhor Armando Emilio Guebuza a Gorongosa encontrar-se com o Presidente da Renamo.
Não queiram tardar mais, pois quanto mais tarde mais complicado e mais oneroso. Se e que querem conversações o tempo é este. Tardar é mais uma manobra para turvar o processo, derramar mais sangue e buscar bode expiatório. _ Disso já basta!
Temos memoria e suficiente e bastante do caso Montepuez onde por uma pequena exigencia de uns negada pelos outros o sangue de nossos irmaos foi derramado.Nao estao longe os casos de pequenos desentendimentos que banharam o pais de sangue. Basta de derramar sangue e semear oportunidades de luto!
Retirem-nos ou ide ja a Satungira!
Ir por paz e pela Paz. Ir e falar: Falar de paz em clima de paz.
Se sois sérios e levais a serio a questão ou retirai a ameaça de segurança do outro interlocutor ou ide ao seu encontro já que tendes toda a vossa segurança ali montada!
Retirem -nos já ou entao va o Senhor Armando Emilio Guebuza a Gorongosa encontrar-se com o Presidente da Renamo.
Não queiram tardar mais, pois quanto mais tarde mais complicado e mais oneroso. Se e que querem conversações o tempo é este. Tardar é mais uma manobra para turvar o processo, derramar mais sangue e buscar bode expiatório. _ Disso já basta!
Temos memoria e suficiente e bastante do caso Montepuez onde por uma pequena exigencia de uns negada pelos outros o sangue de nossos irmaos foi derramado.Nao estao longe os casos de pequenos desentendimentos que banharam o pais de sangue. Basta de derramar sangue e semear oportunidades de luto!
Retirem-nos ou ide ja a Satungira!
Ir por paz e pela Paz. Ir e falar: Falar de paz em clima de paz.
Se sois sérios e levais a serio a questão ou retirai a ameaça de segurança do outro interlocutor ou ide ao seu encontro já que tendes toda a vossa segurança ali montada!
viernes, 28 de junio de 2013
Quando a FRELIMO massacra todos devem calar-se, …
Vem-me sempre a
mente as mortes provocadas na cadeia de Montepuez pelo partido FRELIMO (Frente
de Libertação de Moçambique), partido no poder em Moçambique: não poucas
dezenas de “Xincondos”, enterrados em vala comum; mortes planejadas para exibir
poder e dar de manifesto que aqui ninguém manda nem piam. Mortes outras em
Nampula, … mortes todas provocada pela FRELIMO e por ela imputadas a RENAMO
para confundir a opinião pública; mortos cujas famílias foram insultadas quando
levantada a bandeira a meia haste evocando-se luto nacional para chorar os
simpatizantes e membros do partido RENAMO a quem se disse que foi a RENAMO que
matou (presos pela policia da FRELIMO e introduzidos numa cadeia onde nem eram
visitados e bem guarnecidos pela mesma policia que as prendeu para no fim
dizer-se que foi a RENAMO que os matou).
Nunca cairão no
esquecimento os Heróis difamados: Uria Simango, Lazaro Nkavandame, Jaona Simeao
e outros, alguns dos quais diz-se terem sido mortos porque se opunham a projecção
de instalação de lojas do povo, _ um ensaio que produziu nada e mais vergonha.
Na lista vão muitos outros como o jornalista Carlos Cardoso, do comandante
Issufo (de quem muita memoria me fica dos momentos em que juntos interagimos) e
outros mais nos nossos tempos _ aqui ficou difícil buscar bode expiatório
porque no caso Carlos a verdade veio de cima: os autores materiais do crime confessaram
quem foi o mandante: foi de dentro do palácio.
Não houve espaço para
protesto de repúdio a essas acções porque a máquina repressiva estava montada,
equipada e bem-disposta a fazer mais vítimas.
Quando morre um
membro da RENAMO não é uma pessoa que morre, não é um moçambicano que deixa de
existir é apenas um membro da RENAMO.
A vandalização
das sedes da oposição deixa bem claro que a FRELIMO não esta disposta a
conviver pacificamente com qualquer alternância política. Em postagens anteriores
venho falando de como o partido no poder e o seu governo têm sido os causadores
da instabilidade sociopolítica e de ameaça à segurança e a paz em Moçambique. A
situação está de mal a pior: efectivos do exército estão sendo mobilizados para
o centro do país, para resolver militarmente uma simples questão: o pacote
eleitoral do qual a RENAMO propõe apenas uma simples revisão. Faz-se necessários
contingentes militares e policiais, carregamentos de material bélico e
avultados custos de manutenção de tudo isso para resolver essa questão?
Fazia-se necessário uso de força bruta e massacre de centenas de moçambicanos para
responder a questão de recontagem dos votos nas eleições de 1999? _ E
precisamente destas eleições veio grande parte da instabilidade que hoje se
vive: deixaremos acaso de chorar os nossos irmãos só porque está a verga levantada
para se nos pôr musculosamente às costas? Eu chorarei: chorarei os meus irmãos massacrados
desde tempos de luta de libertação até hoje: chorarei as mortes sabidas e as não
esclarecidas; choro Montepuez, choro Natchingueia, choro campos de reeducação, …
choro mortes dos mais queridos e corajosos filhos da nação em defesa de Estado
de Direito mortos para “defender a soberania do Estado”.
lunes, 8 de abril de 2013
O papel do governo da FRELIMO no incremento da tensão em Moçambique
A RENAMO, maior partido da oposição em Moçambique, já
disse publicamente que, doravante, irá retaliar a todas as hostilidades que lhe
sejam perpetradas pela Polícia da República de Moçambique e pelas Forcas de Intervenção
Rápida, todas elas unidades armadas do ministério do interior, incumbidas da
tarefa do Estado de garantir a ordem e segurança públicas.
À vista comum o inimigo declarado deste partido são as
forcas da Lei e Ordem.
O que está no fundo de tudo isto?
Uma das razões é a
luta de todos: partidos políticos na oposição e cidadão comum sem dividendos no
governo, pela despartidarizacão do Aparelho do Estado e pelo fim das células do
partido no governo nas instituições públicas. Não é contudo isto que leva a agudização
do mau relacionamento entre as duas “potestades” políticas do pais a ponto de
ter as forças de lei e ordem como inimigo declarado a que se tem que ripostar
via armada.
A razão disto está numa outra realidade que acumulada a
primeira faz levedar sensivelmente os ânimos já lesados desde há muito, e ela é
a instrumentalização das Forcas de Segurança pelo partido no poder _ que se
confunde com Estado _ e seu uso delas para a hostilização, repressão e tentativa
de silenciamento total da oposição nos pais, mormente daqueles partidos que
realmente são da oposição. Como já disse em pastagem anterior a FRELIMO
tornou-se uma máquina ejectora que dejecta tudo que não tenha sua cor
partidária ou não paute pelos seus princípios. Acrescento que, isto foi desde
os tempos de luta de libertação nacional, época em que todos os que se opuseram
aos princípios socialistas impostas pela linha de Samora Machel e Marcelino dos
Santos foram separados, humilhados, … e castigados com penas capitais dando
castigo exemplar aos mais exemplares: queimando-os vivos como foi o caso de
Uria Simango, Joana Simeao, Lazaro Nkavandame, entre outros.
Estes procedimentos foram usados na luta pela democracia:
os indesejáveis eram eliminados alguns publicamente, depois de conotados de
inimigos ou traidores, outros eram mortos em ataques ditos dos bandidos
armados, como se chamavam pelo governo os guerrilheiros da RENAMO, sendo em
realidade ataques ou emboscadas realizadas pelos membros da FRELIMO. Logo a
seguir o fim da guerrilha usou-se a técnica do envenenamento nos acampamentos:
as pessoas eram postas acampadas em separado com uma linha divisória estando
por um lado acampados os que tinham sido leais a FRELIMO e do outro os “vindos
das matas”. Assim também a comida era por separado e em muitos destes
acampamentos do lado dos que não eram da FRELIMO morria-se massivamente a ponto
de as pessoas abandonarem os acampamentos e preferirem outro tipo de situação a
estar ali recebendo a morte bem visível a chegar. Este tratamento por separado
seguiu por muito tempo em instituições como saúde: Em Mocuba, província da
Zambézia durou ate depois de 1995.
Prosseguindo sobre a declaração da policia como inimigo
da Renamo:
Para além do dito, a RENAMO olhou primeiramente com
estranheza a não integração das suas forças no ministério do interior, coisa
que, como ela diz e é sabido, faz parte dos acordos gerais de Roma que
trouxeram a paz em Moçambique depois de dezasseis anos de guerra civil. O maior
partido da oposição veio cedo aperceber-se que aquela era uma força para fins
de partido e não de Estado pelas suas actuações: servindo os interesses de um
partido em todos os situações e tendo como missão em grande a repressão brutal
aos membros da oposição: prisões arbitrarias, execuções sumarias, investidas
contra manifestações, uso de porta-vozes da policia para difamar publicamente a
oposição e, nos últimos tempos, descarga brutal de força usando armamento de
fogo e carros de combate.
Os apelos da RENAMO para que se reveja a parte lesada dos
acordos de Roma são em vão e, ultimamente, a FRELIMO não só faz ouvidos de
mercador como também ridiculariza sobretudo a Afonso Dlakama, presidente da
RENAMO e se burla dos seus apelos ao dialogo para se ultrapassar essa situação
de atrito que leva mais de duas décadas. Aproveitando do seu carácter pacifico
e do seu empenho em manter a Paz tratam dele como se boneco animado se tratasse
e se esforçam não só em denegrir sua boa imagem e seu bom nome como também o
hostilizam de jeito que com nenhum ser humano se deveria tratar.
Afonso Dlakama é um homem que atraiu sobre si muita
simpatia pelo seu jeito de portar-se; representa os sentimentos de muitos
cidadãos do solo pátrio. A RENAMO é um partido com grande representação nas
massas; com uma postura no parlamento que lhe faz limpa da imundície da corrupção
que alguns cultivam ou não querem que tenha termo.
A política de exclusão usada pela FRELIMO empurra também
alguns grupos de gente para o lado da RENAMO, mesmo que estes não compartam em
tudo com os seus ideais. Os reclusos inconformados, os desmobilizados de guerra
hostilizados, os estudantes chumbados por vingança, os ex-trabalhadores
expulsos por motivações políticas, os não contemplados no financiamento dos
seus projectos com os vulgo “sete milhões”, … e muitos outros que esperam
qualquer vento que se mova contra a FRELIMO para se pendurarem.
Apercebendo-se disto, a FRELIMO opta por uma postura de
rugido de leão em seus discursos, apetrecho em armamento, e posicionamento para
“esmagar” seus oponentes, como e seu desejo. Estes estão conscientes disto e,
fracassadas todas as tentativas de dialogo, se dispõem a defender-se a todo o
custo e com os meios ao seu alcance _ inclusive o uso de armas de fogo_ e vem
dizendo que respondera a mesma proporção.
Este e o único tempo de a FRELIMO ser aberta e aceitar
corrigir o que está de errado na sua postura. Não adianta nada ameaçar ao
senhor Bissopo, secretario geral da RENAMO porque não é ele somente quem esta
farto do pancismo e procedimentos turvejantes de um partido no poder equiparado
ao de Mobutu Sese Sekou do Zaire de outrora.
A desestabilização de Moçambique e suas consequências está
sendo requeridá e preparada pelo governo, um governo que não só comete crimes
hediondos, mas também os esconde e pune os que os denunciam, que não só reprime
os que discordam com ele como também os silencia utilizando meios sofisticados
de morte para depois aparecer a imputar a culpa aos fantasmas opositores (isto
que é também uma forma optada para desacredita-los publicamente e depois
encontrar pretextos para elimina-los, uma táctica ensaiada em Natchingueia e
continuada no pós independência).
Não sou político, não voto partidos voto manifestos
eleitorais. Não busco simpatias de quem quer que seja, pois abordarei meus
pontos de vista para com quem quer que seja. Estou consciente de que se um dia alguém
causar a minha morte não será do lado da RENAMO mas sim da FRELIMO, independentemente
do traje que viesse a envergar
viernes, 1 de febrero de 2013
“Unidade Nacional”, um discurso descabido
Tem-se ouvido
falar e até de forma enfática de “unidade nacional”, _ e, de tanto repetir-se,
cheira a que a coisa não vai bem por ai. De facto a unidade nacional não é um
dado definitivamente adquirido: como já se viu em certos casos os territórios
que nalgum momento histórico constituíram uma única nação chegam a um outro
marco em que passam a nações plurais. E, na maioria dos casos, tem sido por
causa de gestão não inclusiva por parte daqueles que levam a chave do Estado:
as segregações levam aos segregados a tomar consciência de sua exclusão e põem
tudo o que estiver a seu alcance para trazer a igualdade, a representatividade,
a inclusão e tudo que crie um bem comum repartido equitativamente para todos.
Os que tiram proveito dessa situação e/ou estado de bolo mal repartido se
empenham a defender os seus interesses dando por fora uma cara de bons
servidores e assim se afirmando em seus discursos, mesmo que a olho nu de
qualquer “mancebo” se veja que o calibre não e do tamanho das munições. Permanecendo
a situação insana, não resta mais alternativa aos segregados que alinhar pelo
caminho de sua “libertação”. E quando a autodeterminação está garantida todos
os sacrifícios ficam consentidos, inclusive o das próprias vidas a prol do bem almejado.
Em Moçambique as
coisas podem não tardar muito a ir por ai: os frelimistas tendem a fazer
perpetuar o partido FRELIMO no poder custe a que custar, inclusive massacrando,
como o caso de Montepuez, silenciando vozes discordantes com a sua postura e
forma de governar; sujando processos eleitorais: eleições de 1999 em que se
negou a recontagem dos votos, coisa que teria sido muito esclarecedora nas
duvidas havidas, e de 2009 em que não houve clareza na exclusão de uns
concorrentes (sujeitos e partidos) em determinados círculos eleitorais e cuja
busca de esclarecimento ficou em carteira por tempo indeterminado. A segregação
envolve contornos monumentais e por pouco não expulsam do pais o moçambicano que
não dê o viva a FRELIMO _ queira Deus livrar-nos que na vindoura Constituição
da Republica se autorize este mal. Hoje, se não tens cartão de membro do
partido no poder não és cidadão em tudo o que isso significa. Se dás alojamento
a um membro da oposição já és inimigo. Se discordas com a postura de partidarização
do Estado és oposição e és imediatamente expelido do aparelho do Estado. Se
falas contra as más praticas dos governantes ficas conotado de diabo, um espírito
mau de que se purgar e ficas excluído de usufruir de qualquer beneficio de que
o Estado te e devedor. Sumarizando, a FRELIMO se converteu em uma máquina ejectora
que expele tudo o que não se identifica com sua cor partidária.
A situação está
sendo alarmante; o alerta já subiu a nível máximo; não há muito espaço para
falar disto de viva-voz por que não sabes com quem estarás falando mas a
verdade é que as coisas não andam bem por causa do partido no poder.
Curiosamente este partido está sendo visto como sulista_ quem sabe da história
da luta de libertação colonial não tem dúvida; quem teve as experiências do pôs
independência ainda se lembra de onde vinham os chefes; as primeiras eleições
gerais de 1994 e as de 1999 demonstraram que o norte está(va) farto de um
partido com assento no sul; Gaza reclama o título de bastião da FRELIMO e a
isso se bate; Beira quer libertar-se de uma exclusão opressora de há muito. Em
nome de unidade nacional busca-se Primeiro(a) Ministro(a) de zonas ditas das
mais excluídas e depois se descarta como se de lixo se tratasse.
A casa está suja!
O suporte da unidade está tão estirado que a qualquer momento a ponte sobre o
Save desaba. A culpa é e ficará exclusivamente a cargo dos frelimistas da
FRELIMO.
viernes, 2 de noviembre de 2012
ENQUANTO SE “COMBATE” A POBREZA ABSOLUTA
CRIAM-SE BASES PARA A RADICALIZAÇÃO DA POBREZA MAIS PERIGOSA:
A ERA DOS SEM TECTO
Começou a “batalha” e pusemo-nos em campo, mas o sacrifício é só de alguns em proveito de outros.
Esses outros, os avantajados, de tão bem que se sentem nem se dão conta de que há quem está suando noite e dia e isso começa a cair mal para os sacrificados, mas não é disto que tenho que abordar agora.
O que não esta por tardar é a triste realidade a que em breve nos encontraremos a dos cidadãos sem tecto. Aqui entre nós “homeless” era uma palavra desconhecida, _ e de facto não é portuguesa! _ O vocábulo sem tecto não era comummente usado, pois a sua realidade não fazia parte do nosso quotidiano. Sem tecto eram os meninos da rua, mas não porque não o tivessem, sim porque, na maioria dos casos, era pouco apetecido: a rua era preferência ou alternativa e não “destino” irrevogável.
Agora porém entramos para a era de pessoas sem tecto no sentido mais apropriado do vocábulo: que não têm por onde se abrigar. Não sei se não se estão dando conta aqueles que levam os destinos da nação ou isto está sendo de proveito para eles.
O que sempre assegurou que tivéssemos residências, ainda que fosse em cubatas, mas casas nossas foi a existência de material florestal com o qual cobrimos as nossas moradias.
Desgraçadamente as florestas estão sumindo a galope e, ainda que haja discursos no sentido de não só manté-las mas também multiplica-las não vejo nenhum empenho serio nisso e não conheço projectos sustentáveis a respeito: vi pelos “média“ a dita “Campanha um aluno uma arvore um líder uma floresta”, mas ainda não vi no terreno a floresta de um só líder. Enquanto isso, as florestas naturais que vi a pouco menos de dez anos já estão deixando de existir e outras já desapareceram: entre a exploração de madeira de cujo controle está perdido e o fabrico de carvão vegetal para a cozinha acrescido ao derrube para abertura de machambas as arvores já estão dizendo “Adeus”. Com esta sua despedida a possibilidade de um pacato cidadão voltar a construir está sendo muito reduzida: nem todos têm o suficiente para comprar oleado de cobertura; o custo do barrote usado na construção mista triplicou.
A par do não ter tecto vem o não ter canto: a terra está saindo de nossas mãos para os chineses, os brasileiros e muitos outros investidores; a terra está deixando de ser agro para ser mineral; os locais de assentamento para as populações abrangidas por projectos de investimento não têm tido a suficiência adequada para acomodar pessoas que futuramente tudo caberá à sua sorte _ e se alguém dissesse que o Estado se ocuparia delas por tempo pleno seria ridículo.
Pouco a pouco as nossas sortes estão se afastando de nós. Estamos combatendo a pobreza absoluta e ao mesmo tempo criando a “tensão da pobreza”, tensão essa de muito grande potencial que pode ser explosiva e criar instabilidade insanável na terra onde os pobres se entendiam e a coabitação era pouco conflitiva.
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